Blog

26/10/2018
Cientistas revelam que a aquicultura já é praticada no Egito há 3.500 anos

Um estudo realizado recentemente por cientistas israelenses e alemães mostrou que o povo Egípcio já dominava a atividade da aquicultura há mais de 3.500 anos. De acordo com eles, a mais antiga evidência já encontrada desta prática foi identificada.                                                                             

Durante os estudos de dentes de dourada (espécie de peixe) que foram encontrados em vários sítios arqueológicos em Israel, os cientistas foram capazes de demonstrar que estes peixes foram criados em uma lagoa situada em Sinai (península montanhosa e desértica), no Egito.                                                                                                    

Os cientistas, que são das universidades de Haifa (Israel), Mainz e Göttingen (Alemanha) observaram os vários tipos de átomos de oxigênio que estavam presentes nos dentes e com isso deduziram que elas haviam habitado por pelo menos meses uma lagoa fechada.                                                                                                                                 

Naquela época, o processo de criação era feito de forma tradicional, onde os criadores encontravam uma lagoa e fechavam durante alguns meses para a criação dos peixes. Assim, quando atingissem o desenvolvimento completo, os peixes poderiam ser facilmente pescado. Essa mesma técnica ainda é usada atualmente na mesma lagoa do Sinai, inclusive.

O tamanho dos peixes também ainda era muito desigual há 3.500 anos, e foi se padronizando com o tempo. Os peixes que eram importados do Egito possuíam todos o tamanho de um prato, pesando cerca de meio quilo e medindo quarenta centímetros de comprimento, e esse mesmo padrão se mantém até hoje. O Egito transformou-se naquela época em uma megapotência da aquicultura, exportando o pescado para o norte, onde hoje estão localizadas cidades israelenses.                                       

Guy Bar-Oz, doutor e professor de arqueologia na universidade de Haifa e também um dos autores da pesquisa, declarou que eles acreditam que a criação de tilápias também foi praticada na China, há 4.000 anos, mas que esta descoberta é  a primeira evidência do uso deste método de criação em uma época tão antiga.



Fonte: Jornal do Estado de Minas

Voltar