O biólogo Rafael Sousa, de 25 anos, que atualmente mora no Amazonas, é o responsável pela criação e desenvolvimento deste novo aplicativo, que será capaz de diagnosticar doenças e parasitas em peixes à partir de um biosensor, que já está em desenvolvimento.
Segundo ele, o piscicultor acessará o aplicativo pelo celular, e através do processamento de imagens captadas pelo biosensor, mostrará as informações sobre a doença e também quais as soluções disponíveis para tratar o peixe. É similar a um teste de gravidez, o diagnóstico é instantâneo e os dados são salvos em nuvem, desta forma, não há necessidade de sacrificar os peixes.
O projeto do biosensor está sendo desenvolvido durante o mestrado de Rafael, no Programa de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A estimativa é de que até março do ano que vem o produto já esteja pronto para ser comercializado. Ainda de acordo com o biólogo, o custo máximo de produção será R$ 50,00 e a matéria prima utilizada serão fitas de papéis com proteínas.
Além de diagnosticar, o aplicativo também contará com outras funções auxiliarão os produtores, como por exemplo, comprar a solução que será usada no tratamento dos peixes pelo próprio aplicativo. O armazenamento dos dados em nuvem, também vai permitir ao usuário que acompanhe sua criação mesmo estando longe dela. Rafael também explica que conforme o consumo dos produtores forem surgindo, será possível entender e analisar como as doenças e parasitas estão se espalhando e dessa forma, prevenir surtos ou epidemias.
O aplicativo conquistou o primeiro lugar no Demoday Startup Founder Nanodegree, um evento de startups que ocorreu em São Paulo, na última semana de abril. Como prêmio, o biólogo visitará o Vale do Silício nos Estados Unidos. Além disso, com a conquista, Rafael foi capaz de formar parcerias que serão importantes para a comercialização do biosensor no futuro.
Fonte: A critica



