A piscicultura é o ramo da Aquicultura que refere-se ao cultivo de peixes, principalmente de água doce.
Esta atividade é praticada há milênios, tendo-se registros de que os egípcios já cultivavam tilápias-do-nilo há mais de 4 mil anos atrás e que os chineses já realizavam essa prática antes mesmo de Cristo.
Em nosso país, a atividade comercial começou a ocorrer no início do século XX, e desde lá vem se desenvolvendo cada vez mais, tendo seus números de produtividade e qualidade aumentados à cada ano.
No Brasil, a maior parte das atividades relacionadas à piscicultura ocorre em propriedades rurais, na grande maioria fazendas que possuem represas ou açudes.
Em 2013, o país produziu mais de 392.500 toneladas de peixes em cativeiro, em 2016 esse número passou para 640 mil toneladas, ou seja, praticamente dobrou em apenas três anos.
O crescimento desses números vem atraindo cada vez mais produtores para esse ramo, por isso, separamos algumas das vantagens de se investir na piscicultura:
- O consumo de peixe no Brasil cresce de forma acelerada, de acordo com o IBGE em 2015 a média de consumo per capita foi de 14,4 Kg por ano. Além disso, em determinadas datas comemorativas, como a Páscoa, o consumo é ainda maior. O país costuma importar esse tipo de produto, pois a produção nacional não é suficiente para atender à demanda.
- A criação de peixes produz mais do que qualquer outro animal.
- As criações podem ser instaladas em praticamente qualquer lugar que possua uma fonte água limpa. Além disso, podem ser unidas com práticas de irrigação.
- O peixe oferece um baixo teor de gordura e ômegas que são essências para pessoas de todas as idades, além de ser nutritivo. A piscicultura já produz cerca de 50% do peixe consumido pelo ser humano e a população continuará dependendo dessa fonte.
- A prática também possibilita a criação de espécies que estão ameaçadas de extinção, contribuindo para a preservação da fauna.
- É uma atividade econômica que necessita de investimento consistente, porém não muito elevado. Possui um bom giro de capital, facilitando a recuperação dos recursos investidos e promove uma rentabilidade superior quando comparada à outras atividades produtivas.
- Não causa grande impactos ambientais.
- Utilizando pouca mão de obra, nos açudes e represas não entra em conflito com as demais atividades de uma fazenda. Pelo contrário, permite reciclar subprodutos e resíduos, tornando-os proteína animal.
- A tilápia (peixe mais criado no Brasil atualmente), se adapta muito bem aos criatórios, são fáceis de serem alimentadas, muito resistentes à doenças e com boa capacidade reprodutiva.
Para que o piscicultor consiga atingir seus objetivos de produção, lucratividade e produtividade deve estar totalmente preparado para esse negócio.
É importante que o mesmo esteja bem orientado, e tenha conhecimento técnico sobre o manejo dos animais. Além disso, antes de iniciar a prática, alguns fatores devem ser analisados como: legislação, matéria-prima, estrutura e localização.
Fonte: Grupo Águas Claras , Ehow , Sebrae , CPT



