O município de Paragominas, localizado no norte do Pará, vem avançando cada vez mais nas atividades de agronegócio. A piscicultura é um dos ramos que atualmente está se tornando bastante promissor na região. Com cerca de 450 hectares de água, a produção local hoje representa 37 % da atividade em todo o estado e tem como objetivo chegar ainda neste ano ao aos 1000 hectares.
Por conta disso, a Prefeitura Municipal, através da SEMAGRI (Secretaria Municipal de Agricultura) está trabalhando de forma intensa para que o crescimento das atividades de piscicultura prospere. Uma das primeiras medidas para que isso aconteça, foi a assinatura da Lei N°961/2018, que aconteceu durante a Agroshow 2018 (feira realizada no município durante os 17,18 e 19 de maio).
De acordo com o Prefeito Paulo Tocantins, com a assinatura da lei, a prefeitura está regularizando e incentivando cada vez mais a piscicultura dentro de Paragominas, fomentando e valorizando a produção local de espécies características da região, a fim de tornar o município um grande polo da piscicultura dentro do estado. A Lei N°961/2018 tem como objetivo regulamentar a criação de espécies exóticas em cativeiro, respeitando os padrões de proteção ao meio ambiente.
Semanalmente são pescadas cerca de 10 toneladas de tambaqui em Paragominas. Os peixes são enviados para o abastecimento de vários municípios vizinhos, que também já estudam a possibilidade de implantarem a lei em suas regiões. Maurício Brandão, responsável pelo APA (Conselho Fiscal da Associação Paragominense de Aquicultores), desempenha um papel de extrema importância na produção do pescado e afirma que com a assinatura da lei, houve geração de empregos, renda e até um valor agregado maior da atividade.
Outras espécies como tilápias e camarões (bastante procurados no mercado brasileiro) também terão suas produções expandidas de acordo com as expectativas.
Segundo Breno Colonnelli, secretário municipal da agricultura, a tilápia é uma das espécies com maior rendimento na produção e muito requisitada pelos frigoríficos por conta da quantidade de filé que se é possível extrair. Além disso, seu ciclo também é rápido. Já o camarão, que ainda não é produzido, está tendo sua criação estudada a fim de se dominar as técnicas de manejo. Através da lei, será possível produzir em uma grande escala.
De acordo com a Peixe BR, em 2017 o estado do Pará produziu cerca de 20 mil toneladas de pescado e com inciativas como esta, a projeção é de que esse número aumente gradativamente, desenvolvendo cada vez mais a atividade da piscicultura.
Fonte: Prefeitura de Paragominas



